sexta-feira, 25 de agosto de 2017

63ª edição da Revista Blimunda



Esta edição da revista Blimunda dá amplo destaque à 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). A revista ouviu vários participantes do encontro literário no Brasil para traçar um retrato do festival que este ano contou com a participação da Fundação José Saramago.

Visitou a exposição “Do Carnaval à Luta livre: máscaras e devoções mexicanas”, patente no Palácio Pimenta/Museu de Lisboa, para entender por que essa expressão cultural diz muito da identidade mexicana. E, na seção Saramaguiana uma análise do conto "A maior flor do mundo", de José Saramago.

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

A edição n.6 da Revista de Estudos Saramaguianos está online




Este número da RES reúne trabalhos de leitores da obra de José Saramago de Brasil e Colômbia. O leitor encontrará textos sobre A jangada de pedra (Charles Vitor Berndt), a antologia de crônicas Deste mundo e do outro (Denise Noronha Lima), História do cerco de Lisboa (Maristela Kirst de Lima Girola), Levantado do chão (Raquel Baltazar) e Ensaio sobre a cegueira (Lissett M. Espinel Torres). Além disso, análises sobre temas diversos do universo literário do escritor português, tais como: o dom (Adriana Gonçalves da Silva); corpos e gêneros sexuais (Jacob dos Santos Biziak); leitura (Bianca Rosina Mattia) e escrita (Sergio Weigert). São dois volumes – um em língua portuguesa, outro em língua espanhola – disponíveis gratuitamente na web.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

62ª edição da Revista Blimunda



Uma entrevista a Jorge Palma. Um perfil do poeta brasileiro Luca Argel. Uma crônica sobre o festival Literatura-Mundo do Sal, em Cabo Verde. A história do exemplar de um livro com 70 anos de vida e muita história guardada. O testemunho de uma ativista num campo de refugiados. Um relato sobre a Biblioteca Vasconcelos, edifício construído no México para acolher 650 mil títulos e que é visitado por 2 milhões de pessoas anualmente. São estes os destaques da revista Blimunda de julho, o número 62 da publicação virtual e gratuita da Fundação José Saramago.

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quatro companhias portuguesas juntaram-se para adaptar "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago



Raimundo Silva, revisor numa editora, solteiro, de 50 anos, é um homem apagado, daqueles funcionários que cumpre as suas tarefas sem dar muito nas vistas. Porém, ao ler uma obra intitulada História do Cerco de Lisboa, ele tem vontade de fazer uma alteração: introduzir um "não". Essa simples palavra iria implicar uma enorme mudança na história pois significaria que os Cruzados não teriam ajudado Afonso Henriques a conquistar Lisboa aos mouros, em 1147. Descoberto, Silva mete-se em apuros na editora. No processo, o revisor apaixona-se pela sua supervisora, Maria Sara, ao mesmo tempo que pensa como há de recontar a história do cerco num novo livro. A conquista amorosa desenrola-se a par da conquista dos portugueses aos mouros.

Esta é, em traços largos, a História do Cerco de Lisboa, contada por José Saramago no livro de 1989, e que a dupla espanhola José Gabriel Antuñano (dramaturgia) e Ignacio García (encenação) transformou em espetáculo numa megaprodução de quatro companhias de teatro: ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga e Teatro dos Aloés.

No palco, além das personagens da história, está também o próprio José Saramago, o narrador que no romance se revela em alguns momentos mas que aqui tem protagonismo: não só lhe ouvimos a voz inconfundível (são excertos de entrevistas) como ganha um corpo e uma presença constante com o ator Jorge Silva. "Interessou-me muito a sobreposição de planos - e esta é uma característica de muitos dos romances de Saramago", explica Ignacio García. "É como um conjuntos de matrioskas, as bonecas russas: Saramago escreve um romance sobre duas personagens, das quais uma é um romancista que está a escrever um livro e que tem as suas próprias personagens, Há um jogo de reflexos, histórias que se desenrolam em paralelo, em diferentes níveis, e que tanto no livro como no espetáculo vão lutando para captar a atenção do leitor/ espectador."

Espetáculo estreia hoje, dia 5 de julho, no Teatro Municipal Joaquim Benite, no Festival de Almada.

* Via Diário de Notícias


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Chaves de leitura sobre "O ano da morte de Ricardo Reis", por Carlos Reis



Nos próximos dois anos letivos, O ano da morte de Ricardo Reis é a obra de leitura obrigatória nas escolas de segundo grau em Portugal. Por isso, a coleção Educação Literária. Leituras Orientadas, publicada naquele país pela Porto Editora, incluiu em seu rol um guia de leitura elaborado pelo professor Carlos Reis. Interessado em "proporcionar uma aventura cultural e uma outra aprendizagem, certamente não menos proveitosa, que é a da descoberta, a da imaginação e a do diálogo com os outros", o livro apresenta um levantamento bibliográfico sobre a referida obra de José Saramago e perfaz sua contextualização histórico-literária e compreensões a partir de entradas como “Representações do século XX”, “Deambulação geográfica e viagem literária”, “Representações do amor”, “Intertextualidade”, “Linguagem, estilo e estrutura” e um “Dicionário de personagens”. É um livro de caráter didático cujo intuito é fornecer ao leitor chaves de leitura sobre esta que uma das principais obras do escritor português.